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sexta-feira, janeiro 23, 2026

O meu poema de Natal 2025, inspirado na Bárbara Xavier, a nossa sobrinha neta, irmã do Francisco Xavier, filhos de nosso afilhado Luís Carlos Vieira Fernandes e de Joana Isabel Xavier Duarte. A Bárbara nasceu a 24 de Janeiro de 205, fará um ano em breve e nesse mesmo dia receberá o batismo na Igreja de Santo Adrião.



 

quarta-feira, dezembro 16, 2020

Leitura de MOVIMENTO, um livro de poesia II

 O poema é, em primeira análise, uma mancha gráfica, um formato regular, um hábito de apresentação da escrita: alinhamento à esquerda e extensão à direita variável, consoante o ritmo requerido pelo discurso; nessa mancha sobressaem de imediato parênteses que contêm sintagmas discursivos que interrompem a linearidade discursiva da voz principal, obrigando o leitor a atar os fios de sua leitura (ler a segunda voz, dialogante com a primeira). O poeta João Luís Barreto Guimarães já se explicou em entrevista passada como produz e por que produz assim; o que me ficou é que a mancha gráfica obtida em cada poema era para ele uma matriz de sentido visual, como o plano do arquitecto que dá a casa por concluída, ainda que no papel; o poema fica realizado quando o sentido expresso ou criado se integra numa forma que também satisfaz o olhar. A mancha gráfica é o corpo com que o poeta faz viver para a leitura o seu poema. Posto isto (das relações entre forma e formato e conteúdo e sentido e discurso e ritmo frásico e vocalização, falaremos depois).

O segundo movimento cósmico do livro é o dia do sol, o princípio estruturante, criador... (faz bem o leitor em procurar o livro dos símbolos nas culturas). O poeta começa o dia do sol pelos mistérios ou deveres ou ofícios de dar e tirar a vida, revisitando a tradição da matança do animal de corte, pelo avô da família, o guardião dos gestos precisos e orientados. Depois mergulha no movimento da ironia e da pilhéria social com uma diatribe sobre o religioso acumulado pelos oficiantes da palavra, os clérigos, também ele devedores de seu ofício ao sol. É vicentino e pícaro o poema  sobre o mercado de Natal, é um libelo sobre os desafios do capitalismo que alastra no bem-estar das cidades europeias, tomando Viena como centro de ajuntamentos, lembrando a lua a herança árabe. A poética chega também aos vermes que nos roem, como o do envelhecimento, mas exibem-se primeiro como ofertas publicitárias, só depois como solidão inscrita nas casas e nas famílias. Mostar continua como exemplo de integração das diferenças ou da sua tolerância e Deus continua como razão ou hipótese para a complexidade do universo, reinventada que pode ser em buracos negros.

A vantagem de um leitor é poder sentir, citando de viés o Pessoa.


sábado, dezembro 07, 2019

Sobre o meu poema de Natal

O meu primeiro «insight» ou inspiração para o poema deste ano foi aquela história do bebé colocado por sua mãe num contentor de lixo, naturalmente para o abandonar e ele morrer, ou, quem sabe, secretamente, para que alguém o visse e o criasse. O bebé resistiu catorze horas, até o seu choro ter alertado uns sem-abrigo e um deles ter chamado as autoridades. A história está escrita e já se evidenciaram todas as suas componentes. Biblicamente, repetiu-se, noutro cenário, noutro tempo, o lançamento de Moisés às águas, para ter a sorte de ser encontrado por alguém mais afortunado. 

Eu não sei até que fundo batem as pessoas e até que fundo batem as histórias das pessoas no coração da gente. Há um lastro de muita mensagem em toda esta história, não que tenha sido esse o propósito, mas que tem sido esse o desencontro das situações: se a mãe quis matar, não matou, se quis abandonar, não o conseguiu de todo, se quis chamar a atenção para si teve êxito total, mas que atenção é essa que ela nos pede que não seja a atenção total do seu filho? Cabe a cada um contar a história e dar-lhe fundamento integrador. Foi o que tentei em meu poema com uma simples referência, que vai escapar a muitos leitores, ao contentor do expediente, sendo a natureza deste expediente, neste caso, o lixo biodegradável, a semente de muita vida se lançado à terra. 

Depois inspirei-me na outra dimensão de ver e acompanhar o nascimento de uma criança em situação que dizemos normal e natural, com toda a assistência médica, com todas as relações institucionais e familiares asseguradas; foi o nascimento do filho de meu afilhado, o Francisco Xavier de seu nome, cujos pais são meus sobrinhos netos por parte de minha esposa, portanto a criança bem pode aceitar o meu castigo pessoal de lhe chamar neto, se é castigo o encargo que assumo de o ajudar naquilo que puder. O Natal é o nascimento de uma criança, em qualquer circunstância ou pretexto de se originar a vida, o Natal está a ser lembrado e a ser actualizado na vida de cada um de nós. 

É seguro que nós os católicos atribuímos ao Natal toda a importância histórica e reveladora de uma transcendência de sentido, mas essa dimensão sempre ocorreu com a sua humanização total ao longo da história, humanização esta que se representa e se fixou em arte e se transporta para todas as fases do humano, do vivido, com dimensões que são ora valorizadas mais ora menos, como as festivas e as solidárias, como as do afastamento dos maus augúrios ou forças do mal, sendo mal aqui tudo aquilo que não vai ao encontro de uma ideia de bem universal, horizontal a todos os credos e presente um pouco em todas as perspectivas de vida. 

O Natal congrega civilizadoramente muitas tradições, a principal das quais é a de que a criança que nasce é uma esperança de superação e de consagração da vida para os seus e para todos. O Menino Salvador da religião cristã concretiza uma ideia presente em todos os povos, a de que a nova vida se constitua como mais vida para todos, podendo mesmo ser a luz orientadora , como me parece ser a ideia de que o guia espiritual de um povo reencarna  e assume-se num novo ser  e que estaremos sempre à espera que esse ser último nos conduza a um estádio de felicidade plena. Até a tradição do consumismo contemporâneo está enraizada na história do Natal a par da sua contrapartida que é a partilha ou solidariedade: muitos povos celebram a festa da vida com a produção de inúmeros presentes, com a distribuição de inúmeras prendas, tal como se todos fôssemos Reis Magos; e a partilha é a da solidariedade de pastores que levaram ao menino seus pertences e produtos de sobrevivência. E até a ecologia ou sustentabilidade ambiental está presente no imaginário de Natal. O fogo, o sol, a luz, na forma de estrela orientadora ou na forma de energia é a nossa sobrevivência.

quarta-feira, novembro 27, 2019

Poema de Natal 2019


A história de Natal ocupa a gente,

Gerando invulgares assimetrias,
Reconfigurações e fantasias,
Conforme a partilhamos no presente.

Qualquer pretexto a torna pertinente
Nas redes sociais, com mais-valias
Em lojas, em museus, em galerias,
Até em contentores de expediente.

Natal é nascimento de criança:
Quem conta o caso escolhe a perspectiva
E dá-lhe um fundamento integrador;

Sem vida é que uma história não avança!
Ocupa espaço e tempo a narrativa
Da mais humana dádiva de amor.


José Hermínio da Costa Machado / 2019
Eu e minha esposa desejamos aos nossos amigos

um feliz Natal e um Ano Novo cheio de prosperidade.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

O Natal da catequese em Jales

Com os votos de boas festas, os meus e os de minha esposa e os de minha família, em homenagem à aldeia de Campo de Jales, freguesia de Vreia de Jales, concelho de Vila Pouca de Aguiar. Ali existiram as Minas de Jales, empresa em que meu pai trabalhou desde os 19 anos até se aposentar. Minha mãe era de Raiz do Monte. Meus pais casaram em 1951. Nascemos ali os 9 filhos, ainda que a primeira filha tenha sido dada à luz na clínica Bissaia Barreto em Vila Real. Ali fizemos todos a quarta classe. Ali voltamos a cada passo, ali temos as nossas memórias mais intensas e marcantes. Minha mãe nasceu em 1924 e faleceu em 2013; meu pai nasceu em 1927, está ainda de boa saúde e com boa memória dos acontecimentos. Vive em Lisboa com a filha São e tem por perto mais quatro filhos, a Lai, o João, a Bibita e a Zeza, Por Braga estou eu e o Tó, o Fernando está no Porto e a Paula em Santa Maria da Feira.


O Natal da catequese

A catequese em Jales, na empresa,
Não era igual à dada na capela,
Tinha outro mistério, outra leveza
Por ser outra senhora a falar dela.

Na casa do Senhor da minha aldeia,
Dizíamos de cor toda a doutrina,
Em cadências de voz, marcada e cheia,
Dessa pressa infantil tão genuína.

Na casa da empresa, sem igual,
A D. Margarida era em ternura,
De voz e de presença natural,
O anjo anunciador da escritura.

Tão nova, tão bonita e tão intensa,
Falava-nos da bíblia com imagens;
A gente enamorava-se, suspensa,
Dos casos, das acções, das personagens.

A aldeia era o seu povo escolhido,
E a mina era um viveiro de visões:
Três turnos de trabalho extractivo,
Num rol das mais diversas profissões.

Havia ali os ricos e os pobres,
Famílias numerosas a criar;
Ela viu nos mais novos os mais nobres
A quem se dedicou sem hesitar.

Uma vez, o presépio foi projecto:
Pediu-nos um à nossa dimensão,
Cada qual que fizesse um objecto
E mostrasse ao Menino a sua acção.
  
(Então, no refeitório dos mineiros,
Ao fundo, onde o teatro se fazia,
Com musgo e ramagens de pinheiros
Um enorme presépio se exibia.)

Passei então a projectar a história
Da Sagrada Família em toda a gente;
E a Mina era a gruta da vitória,
Nunca de Herodes vista claramente.

Eu via por romanos, capatazes,
Sabia dos pastores, dos carpinteiros;
Judeus, via os mineiros mais audazes,
E por Reis Magos via os engenheiros.

As mães faziam todas de Maria;
Josés, havia muitos e calados;
E o Raul Toca-o-fole e companhia
Bem chegavam por músicos azados

Por Jesus, os meninos não faltavam,
Em todos os degraus do crescimento;
Do Pito, vários machos carregavam
As prendas para o Santo Nascimento.

O Lucas fez a cama prò Menino,
Com a forma de burra para a lenha;
E trouxe palha e feno com destino
Às reses que lá havia e que Deus tenha.

Mas na maior figura do Natal,
O anjo anunciador de tanta vida,
O rosto, a voz, o colo maternal,
Eu via sempre a D. Margarida.

José Machado / 2016-2017 




                                                   

sábado, dezembro 05, 2015

Natal - o pormenor

Natal – o pormenor

Existe um pormenor, faz a diferença:
É meu, é teu, é nosso? É da palavra
Que a história do Natal deixou gravada
Na pele do mundo, assim, de forma extensa.

Natal é sentimento de pertença,
A dádiva do amor idealizada,
Não raro, incompreendida e boicotada.
No íntimo do ser, Natal é crença.

Difícil de seguir? Faltam seis versos.
Espero então chegar ao pormenor;
Natal inclui recuos e progressos.

Presépio da inocência sem igual,
Natal é cada um ver-se melhor.
Já vi que compliquei. Feliz Natal!

José Machado / Braga / 2015
(São os meus votos de Boas Festas
e os de minha esposa Albertina Fernandes)


(Mundo em guerra obscurece luzes do Natal, diz o Papa

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Boas Festas e Bom Ano!

O Menino e o sapatinho

(Presépio de Cervães)

O Menino e o sapatinho
Do Natal figuras são:
Uma, sinal de caminho,
Outra, fonte de ilusão.
Leia mais um poucochinho
A fim de tomar lição.

O Menino nasceu pobre
Para exemplo universal.
Quem o seu valor descobre
E o pratica por sinal,
Tenha pouco ou seja obre,
Nunca mais procede igual.

Reza a lenda que o sapato
Recheou-se em recompensa
De ajudar, sem aparato,
A pobreza mais intensa.
Desde aí se tornou facto
Que o presépio não dispensa.

Quem põe sapato deseja
Que lho encham, pois então!
Não falta agora quem veja
No sapato a ambição
Da riqueza que sobeja
E pode mudar de mão.

Se o Menino aconselha
A gente a cuidar de ser,
O sapatinho espelha
Vontade de tudo ter.
Com uma história tão velha
Muito se pode aprender

Não se deixe o sapatinho
Levar por mérito falso
No mundo, qualquer caminho
Se pode fazer descalço.

E quem assim perceber
O berço da divindade
Sapatinho deve querer
Recheado de humildade


José Machado / Braga / 2014

(Que as mensagens desta quadra festiva nos enriqueçam social e individualmente, de modo a podermos tomar-nos como recursos das soluções para os nossos problemas pessoais e colectivos)

domingo, novembro 30, 2014


Em crise…

Em crise nos dizemos e, a contrário
Do rumo natural que era suposto
Seguirmos como povo bem-disposto,
Fazemos um percurso de calvário.

Não faltam os profetas de promessas,
Já sobram juros claros e omissos!
E cedem as funções e os serviços
Às ânsias de atropelos e de pressas.

As culpas, as deitamos como certas
A quem servindo mostra andar servido
Por contas descuidadas e encobertas.

E assim se vai cavando a nossa cova!
Natal, era quem manda desse a prova
De estar pelo bem comum comprometido.


José Machado / Braga / 2014

terça-feira, dezembro 10, 2013


Este Natal

Volto à fé de minha mãe,
De seus pais e de Abraão;
Volto à história de Belém,
Aos valores da tradição.
Para confirmar que o egoísmo
Não gerou a luz que me foi dada;
Sou filho do velho catecismo,
Em que minha mãe foi educada.
Volto às dores e às canseiras,
Arrelias e aflições,
Que a mãe viveu, inteiras,
E fez delas orações.
Para confirmar que o bem-estar
Não foi dado certo ou prometido,
E se algum sentiu foi o vagar
Que deu a nós, filhos, e ao marido.
Minha mãe está no céu,
Ainda a ouço dizer:
«Esta cruz que Deus me deu
Mais leve podia ser!»
Lembro minha mãe a preparar
Os Natais que em vida partilhou,
Sempre em tradição com esse lar
Em que o Deus Menino se criou.

José Machado / Braga / 2013
(Santo Natal, Boas Festas e Próspero Ano Novo,
são os meus votos e os de minha esposa

Albertina Fernandes)

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Um assunto de consoada














(Fotografia de Miguel Louro, da série Sente-se. É um banco nos Jardins de Belém, ali na Praça do Império, em frente aos Jerónimos. Um banco propício)

Esta primeira quinzena de Dezembro trouxe-nos mais que falar, foi prenda de Natal que nos chegou antecipadamente, oferecida de mão beijada pelo senhor Primeiro-Ministro, em sede de Parlamento, mas levitada pelos meios da comunicação social para todo país, país que ficou a saber que as escolas vão passar a ter lideranças fortes, personalizadas, sujeitas ao escrutínio de um corpo eleitoral formado pelas forças vivas da comunidade escolar, professores e pais, certamente também alunos e funcionários, mais que certo também os representantes das forças económicas e culturais e autárquicas e espirituais, que todos são bem precisos para dar ao acto da candidatura e ao acto da escolha um ritual de participação inusitada, de esperança no futuro. Vamos passar a ter nas escolas uma liderança com programa, com currículo, com perfil, com definição de objectivos, alguém que se candidata para poder escolher livremente uma equipa de trabalho, alguém que se candidata a um poder e a um salário que o farão ser exigente de compromissos e de resultados. Ah, Jorge, anda agora ver o meu país de marinheiros que finalmente vai sair para o mar com capitão a bordo! É desta surpresa que se faz espectáculo, é deste prometer que se faz colheita, é deste falar que se faz conversa. Já dizem uns que vai ser uma política de regresso à autoridade, de regresso a compadrios subliminares, de regresso a jogadas de bastidores, de regresso a tempos de autoritarismo policial e policidado. Há sempre quem veja o velho onde aparece o novo e há sempre quem veja o medo antes de ver a vinha. Já dizem outros que agora é que vai ser a mudança que não foi, mas que esteve quase para ser. Já dizem outros que vai ficar tudo na mesma e eu sou desses. Tem a democracia parido bons líderes como os tem dado à luz com destravo de senso e de jeito, tem a democracia de uns feito o desconsolo de outros, tem havido lideranças para todos os gostos e feitios. A conclusão que se tem tirado é que o sistema educativo custa a mobilizar para melhores resultados, mas que mesmo assim tem havido progressos em algumas áreas. Aliás quando é para discutir resultados esquecem-se as lideranças e quando é para falar destas esquecem-se aqueles. Todavia, governar é reformar e a reformar é que se ganha vida e se faz ganhar a quem precisa de viver. Recordo-me da minha vida escolar no ensino primário: eu via chegar a professora e depois o professor e sempre pensava que eles eram senhores do seu próprio nariz, que estavam ali para ensinar e que eram eles que mandavam neles e que toda a vida da escola começava ali e terminava ali, certamente com um salário que alguém lhes pagaria, mas que eu nunca vira entregar em mão. Mais tarde soube que havia um inspector na sede do concelho e que a professora e depois o professor tinham que falar com ele de vez em quando. Esta organicidade de gestão, com director primeiro, depois com conselho directivo, depois com comissão de gestão, depois com comissão instaladora, depois com direcção executiva, qualquer dia com líder, tem sido uma aprendizagem de regime, uma prática da democracia. Assim vai continuar, não tenho dúvidas, que o povo não se cala e a falar é que a gente se entende e depois há sempre quem precise de governar a vida, sem precisar de se governar com a dos outros, assim o espero. Mas se eu continuasse a fazer do sistema educativo a mesma ideia que tive dele no ensino primário, que os professores estão na escola para dar aulas e que o salário se lhes põe na conta, porque também nunca o recebi em mão, estou que não seria um professor diferente do que sou, provavelmente até viveria mais concentrado em mim próprio e na tarefa de ensinar. Ou seja, fruto que também colhi na minha vivência democrática, cada vez separo mais as tarefas de quem ensina das tarefas de quem manda ou de quem gere a escola. Fico então mais contente com esta temática que o Primeiro-Ministro José Sócrates me ofereceu em vésperas de Natal para ter conversa na noite de consoada? Nem me aquenta nem arrefenta, para usar um coloquialismo infantil, ou deturpado propositadamente para o parecer, quando a ingenuidade se quer sobrepor à crítica mais consistente. Experimentem lá, se não der volta-se a reformar a ideia e volta-se a propor outra para debate, em sede parlamentar e de preferência em véspera de Natal, para arreigar nas escolas esta ideia tão linda de prenda no sapatinho.