No avião, o Rogério, à esquerda, em primeiro plano, uma foto dele que o seu amigo Henrique Matos me enviou. Uso-a agora que ele viaja no céu, entre as estrelas, numa cada vez mais clara presença de valor e de saudade. A transportar, porque a memória é assim mesmo e constantemente me remete para a falta em que me acho desde a sua morte. Os trabalhos comuns não foram muitos, como muitas não foram as horas de partilha, mas o que foi cresce dia a dia e só eu sei o espaço que anda a ocupar em mim. Amigo, onde estiveres, ajuda e propicia-me, ou propicia-nos, os favores da Luz!
Assim, na memória de uma exposição, refaço a ideia que tenho deles e entusiasmo-me também, mais uma vez. A transportar, com a leveza possível!
Agora a minha mulher e o casal Oliveira, o Aurélio e a Amélia. A fotografia já vem do Outono, mas ainda colhe as graças todas. O Aurélio, à esquerda, a Amélia à direita, a minha menina ao centro, naquela disposição que é própria das festas e dos encontros entre muitos. As amizades já vêm de longe e para lá hão-de continuar. Deles os três terei a dizer mais que bem. A transportar, ela por ser de mim senhora e eles por serem de nós amigos generosos e acolhedores. Do Aurélio virão os trabalhos todos que traz acumulados e que, agora aposentado, sempre julga ter tempo para concretizar. Ando com ele agarrado a Vila Verde, em jornadas musicais ou similares.
A próxima actividade é já dia 30 de Janeiro, sábado à noite, com jantar, para apresentação do livro de Bento da Cruz A Fárria, uma narrativa sobre as minas da Borralha e com o volfrâmio a lembrar guerras, jogatinas de casino, traições de alcova e políticas de avestruz.
A transportar, esta presença de Malaca. A fotografia lembra a passagem de Noel Félix por Braga, na sua ansiosíssima viagem a Portugal; foi tirada na minha escola Francisco Sanches, na mediateca, após a gravação do programa para a Rádio. Está o Noel, eu, o Prata, a Luísa Timóteo e a Floris Candeias, elas dirigentes da Associação Coração de Malaca, a entidade responsável pela minha deslocação ao Bairro Português de Malaca no ano passado, em Setembro. Tudo quanto o futuro trouxer de trabalho ou simples colaboração terá a minha receptividade, até e mais pelas cantigas de Noel, pela língua portuguesa e por aquela vivência de pátria ou nação ou povo que só lá se encontra explicada de raiz.

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