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sexta-feira, julho 27, 2012

Saudoso amigo Borralheiro

Assim te lembramos como o rio e as suas margens, uma corrente de saudades e uma fixidez de memórias: o tempo passsa e conservamos de ti as imagens, as conversas, os contactos, os livros, os planos, as músicas, as danças, as anedotas, as peripécias, os comes e bebes, a política, o desporto, as casas e as terras, as estradas e os caminhos e as pessoas, sim as pessoas, agora mais umas que tu esperavas que um dia fizessem parte de ti. Estás sempre presente e passas por nós, por entre nós e sem nós, que outros te reconhecem e te lembram e te sentem a ausência. Tudo mudou um pouco depois de partires, para pior do que alguma vez terás pensado ou teremos conversado, ainda que continuemos agarrados à teimosia e à esperança, coisas que em ti se cultivavam juntas. Ah, homem, que fazes falta e assim te vemos.

Hoje eu e a Tininha andámos contigo em viagem, primeiro pelo Porto e depois por Raiz do Monte, nas mesmas passadas em que nos conheceste desde o princípio: a saúde e a família, dois limites de tudo quanto somos. Vieram-me as lágrimas e parei. Bem saberás por onde ia...

1 comentário:

Sílvia disse...

A saudade fica... sempre!
Bem haja!