
Esta ideia de que os meus governos foram incompetentes assusta-me e consome-me; disponibilizo-me para pensar melhor, mas fico à espera de o fazer com outros. Quanto a finanças, nem das minhas o soube cuidar: estou nas mãos de terceiros e aguardo.
De uma coisa começo a ter vontade de me redimir definitivamente: da certeza de que a minha geração, tão à esquerda quanto a pureza o permitia, falhou redondamente e não o quer reconhecer. Este ano foi um espanto!