
2. Voltaram mais «apanhados», desta vez coube a voz a uma professora de história, provavelmente amanhã serei eu a debitar sobre o uso de calinadas na motivação dos trabalhos de casa, ou então será aquele meu colega que dizem que fala de filmes do Tarantino, quem sabe talvez aquele a quem os alunos pediram para falar da erecção dos cavalos ao vento, ou... Há sempre motivos de espanto e de conversa. Nada falta à sede de rigores para um equilíbrio sustentável: uma do governo, outra da sociedade civil, uma de homos, outra de heteros, uma de padres, outra de maçons, uma de polícias, outra de ladrões, uma de computadores, outra de armas, uma de pu... outra de pan... Estamos neste paradigma de janelas transparentes, de buracos de fechadura incontornáveis, enfim, de «vigilantes» solidários, ansiosos, disponíveis para a conversa, para a exposição de façanhas... Dizem que tudo será levado nesta «corrente educativa» que o mundo é em ser assim todo exposto a todos, mas também dizem que a corrente é de barbárie iminente, tudo são fenómenos de risco e de advertência, sinais dos tempos.

4. Quanto à luta dos professores, já disse e repito que todas as formas de constestação previstas ainda são sustentadoras da Plataforma Sindical. Independentemente dos números, importa que nos mantenhamos actuantes em todos os canais de intervenção. Não descurarei a minha parte. Começa o silêncio a ser pesado, é um facto, e agora tudo se joga nos próximos actos eleitorais. Mas ainda vale a pena ouvir e ler colegas que estão entusiasmados.