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quinta-feira, maio 07, 2009

Morreu o Hugo

Morreu o Hugo
Alto, preto, caboverdeano
Falar grave e vagaroso, melódico,
Morno ou coladeiro,
Professor, irmão de mil ofícios
Na arte da madeira
Ser tudo quanto pode
Estava tão perto e tão longe,
Aqui ao pé de mim,
Ali ao pé da porta,
Em dor, em dor, em dor
Sem remissão
E eu com palavras para ele
E eu com memórias dos seus passos
E eu com o som das suas mornas
E eu com a luz do seu olhar
E ele à minha porta
E eu sem ele
E ele em mim

1 comentário:

Fernando disse...

Amigo Zé Machado

Do Hugo que nós conhecemos no Fraião em 1970 fazes um eloquente retrato.
Era tudo isso e mais aquele jogador de andebol que "abafava" a bola com sua mão gigante.
Fica-nos a memória de um Homem Bom.
M.Faria Souto