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terça-feira, setembro 04, 2018

Para abertura do novo ano escolar 2018-2019



















(Alguém me tirou esta fotografia que a Glória me enviou e que aqui registo por estar em consonância com o poema que criei para a abertura do novo ano escolar e que assenta nesta ideia básica de transportar para o interior da escola coisas boas e bons estados de alma que as férias proporcionaram) 

As férias e a escola

Quando o ano escolar termina,
As férias são a folga desejada;
Em tudo se pensa e tudo se combina,
Para a vida escolar não ser lembrada.

Gozam-se as férias, dormindo mais,
Melhor comendo, mais brincando;
Fazem-se projectos com os pais,
E até novos amigos vão chegando;

Visitam-se lugares, parques, museus,
Nas viagens acontecem aventuras;                      
Descobrem-se outros jogos, outros céus,
Acontecem mesmo outras leituras.

E acabas a dizer que as férias foram vida:
Mais soubeste, mais fizeste, mais jogaste…
Tens a cabeça mais leve e mais enchida,
É difícil disfarçar que aproveitaste!

Pois é! As férias só te deram energia!
Por isso aceita estas linhas como sérias,
E para o estudo te dar bom proveito e fantasia,
Traz para a escola o melhor das tuas férias.

José Machado, 2018-2019












(Se na foto de cima me admiro com a minha concentração, nesta fico surpreendido a espantar-me)

segunda-feira, setembro 10, 2012

Abertura do ano escolar 2012/2013


Teatro de vozes para abertura do ano escolar 2012/2013
no Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, em Braga

(Ouve-se a melodia de José Afonso «Canção de embalar» em versão instrumental, acompanhada com toque de caixa, marcial. Ouvem-se as 3 vozes recitadas e o coro no fim de cada série. O coro canta a melodia.)

Voz 1 (da rua)

Todo o nosso tempo é de crise,
Rápida erosão do que era estável,
Crua exibição do improvável,
Fundo abatimento e deslize.

Voz 2 (da casa)

Mas foi sempre assim, diz a história,
Bem disse Camões que a mudança
Não era valor de temperança,
Era de si mesma transitória.

Voz 3 (da escola)

No meio de nós há uma fragância,
Toda ansiedade, voz primária,
Fonte da ternura visionária,
Posta no vergel jardim-de-infância.

Coro

Levanta a cabeça, professor,
Enche o peito na fúria do tempo,
Que os jovens requerem teu fulgor
E o futuro é o teu alento.

Voz 1

Votos e promessas andam juntos
Quando ao poder se quer chegar;
Mais tarde virá quem vai pagar,
Sapatos de vivos e defuntos.

Voz 2

Ontem, como hoje, já se viu,
Sofre, quem não tem, piores tormentos,
Que em mar de maiores contentamentos,
Nada quem roubou, comprou, fugiu.

Voz 3

No meio de nós há o bulício
De olhos, mãos e mentes inquietas,
Ávidas por novas descobertas,
Por saber das letras o ofício.

Coro

Levanta a cabeça, professor,
Enche o peito na fúria do tempo,
Que os jovens requerem teu fulgor
E o futuro é o teu alento.

Voz 1

Cursos ou estudos apressados
Dão-nos outro acesso a mordomias,
Poupam e libertam energias
Pra voos mais altos e ousados.

Voz 2

Bom senso e bom gosto retemperam
Jogos, equilíbrios e partilhas;
Voraz é a fome das matilhas
Que à dextra e sinistra nos governam.

Voz 3

No meio de nós, a adrenalina
Corre pelas turmas, pelos rostos,
Dá-se em euforias e desgostos,
Vive como estrela peregrina.

Coro

Levanta a cabeça, professor,
Enche o peito na fúria do tempo,
Que os jovens requerem teu fulgor
E o futuro é o teu alento.

José Machado / 2012/ Setembro / Braga