Pesquisar neste blogue

sábado, agosto 02, 2008

Ao sétimo dia, Borralheiro...














(Foto de M. Duarte, em Castro Laboreiro)

Como desejo a água de uma fonte,
Também aguardo o eco do teu grito.
Mantenho uma esperança de infinito,
Preciso de outro céu no horizonte.

Deixo este a valer-me como ponte
Desse outro mais intenso e mais bonito.
Quer seja fantasia, ou seja mito,
Anseio que ele exista e me confronte

Com esse sentimento de missão
Que investiste na vida, por julgar
Que era o teu dever e criação.

Só quero que este querer a eternidade
Me dê justo sentido à brevidade
Dos dias que sem ti vou inventar!

3 comentários:

isabel fidalgo disse...

É tão bonita essa amizade, que o outro céu no horizonte não pode ser miragem ou ser mito.O reencontro há-de SER.
A nossa passagem por cá só se justifica com estes afectos profundos,única melodia que ecoa "neste vale de lágrimas".
A dor profundíssima, Zé, fez-te produzir um dos mais belos poemas que tenho lido e o Borralheiro, também homem de palavras e de letras,onde quer que ele esteja, escondeu-se no âmago da tua sensibildade mais pura, para te inspirar esta obra-prima da qual ele é verdadeiramente merecedor.

jose disse...

Boa noite Zé Herminio,

Não conhecia este teu sitio. Procurava mais alguma coisa sobre o Rogério e aqui vim ter.
Estamos mais pobres neste mundo, falta-nos o amigo. Estamos mais ricos no "lugar" onde ele se encontra. Temos aí um defensor. De forma esclarecida e convincente, saberá defender-nos junto de Deus. Quando chegarmos, já pensas-te, o Rogério á porta de céu, com os braços abertos, o seu sorriso franco, quantas coisas não nos vai contar.

Quando tiveres conhecimento de alguma homenagem não te esqueças de me avisar.

Um abraço amigo
José Guerra
Vila Real

gracinda disse...


Para ti, para o Rogério, para a Lena e filhotes, o nosso obrigado, a nossa saudade e a certeza de que fomos, somos e seremos amigos para sempre.Aqui, ontem, hoje e sempre e onde quer que nos encontremos.
Mais uma vez obrigado por conseguires com a tua poeticidade seres tão autaêntico e traduzires tão bem o que o Rogério foi e é para sempre junto de nós.
Sossega e fica em paz, que assim o desejaria o Rogério. Gracinda